quinta-feira, janeiro 15, 2009

A Guerra do Fogo


Há 80.000 anos atrás erguia-se o alvorecer da Humanidade, o Homem pré-histórico sabia conservar o fogo oferecido pelos acasos da natureza, mas não criá-lo artificialmente. Nesta época cruel, o fogo assegurava a sobrevivência da espécie. As hordes organizavam-se em volta da sua força benfeitora, os que o possuíam, detinham a vida e o poder.
Uma da mais bem conseguidas reconstituições da Pré-História, na qual Jean-Jacques Annaud filma o quotidiano dos primeiros grupos humanos. Anthony Burgess criou a linguagem usada por estes homens primitivos, numa aventura pré-histórica em que um trio de guerreiros viaja pela savana em busca do fogo que a sua tribo perdeu e não sabe como fabricar. Pelo caminho encontram tigres dentes-de-sabre, mamutes, tribos canibais e um grupo de humanos mais evoluído, que já domina a técnica de produção de fogo. O homem pré-histórico enfrentando tribos inimigas e feras dentro de um ambiente hostil, o despontar dos seus primeiros sentimentos, a linguagem corporal, tudo isto faz com que A Guerra do Fogo seja um filme inesquecível, aclamado no mundo inteiro como o mais fiel e emocionante registo dos primeiros passos da civilização. A coreografia gestual é da autoria de Desmond Morris. Filmado nas paisagens da Escócia, Islândia, Canadá e Quénia, este belo trabalho do realizador Jean-Jacques Annaud, recria o mundo exactamente como era há 80.000 anos.
Um mergulho no tempo em busca da maior conquista da Humanidade: o domínio do fogo.

23 comentários:

disse...

è sensacional...para rever e rever...Que ótima lembrança ...tudo a ver...Beijos

expressodalinha disse...

Um filme inesquecível de que já me tinha esquecido. Fabuloso!

Georgia disse...

Esse filme foi mesmo sensacional e a maneira como vc o relatou aqui me fez voltar no tempo.

Abracos

PAULO LONTRO disse...

Impressionante filme, o trabalho do antropólogo D. Morris é muito bom.
Este senhor escreveu um famoso livro traduzido para português como: O Macaco Nu.
Há cerca de um mês passou uma reportagem no canal Odisseia sobre este filme onde se via por exemplo, a transformação dos elefantes em mamutes e a explicação antropológica para a famosa cena de sexo onde o elemento mais evoluído ensina o outro menos evoluído a copular cara a cara e não por trás.
Que bom teres feito esta entrada.

Eduardo P.L disse...

Bé,

você acredita que Só eu não assisti esse filme?
Mas até por isso sua postagem foi muito oportuna!
Obrigado por participar!

Bjs

Chris disse...

Uma lembrança linda.
Bela postagem

bjs,

Chris

GUGA ALAYON disse...

bem lembrança nos tempos de sashimi e afins

GUGA ALAYON disse...

...boa lembrança ou bem lembrado, decida-se, guga

Alice Salles disse...

Bé! Diga ao Eduardo que eu também não assisti a esse filme! Deve ser alguma anomalia dos escorpinianos! Agora você me deixou com vontade! :D

Beijocas

Só- Poesias e outros itens disse...

Vou anotar esse filme. Obrigado pela dica.

Criativa participação.

bjs.

JU

Jorge C. Reis disse...

Também não me recordo se assisti a esse filme, mas acho que sim porque tenho uma vaga lembrança de algumas imagens. De qualquer forma é para rever.
Boa participação na Tertúlia. Parabéns

Al Kantara disse...

Não vi mas fiquei com vontade de ver...

João Menéres disse...

RR

A ALICE tem razão: Deve ser um genes escorpiano...
O Eduardo, não viu, a Alice não viu, eu não vi (também não me admira).
A tua participação é um enriquecimento significativo para esta Tertúlia.

António Oliveira disse...

Já o vi há muito tempo e lembro-me perfeitamente da luta pela preservação da brasa de fogo que transportavam.
O cena de sexo em que decidiram fazer uma loucura é monumental. O homem ficou em cima da mulher.Consta que foi a primeira vez que tal aconteceu. Quem sou eu para duvidar de tal facto histórico.
Um filme obrigatório.
Post 5 estrelas.
Parabéns.

Vanessa disse...

Oi, é minha primeira participação na Tertúlia virtual e estou adorando. Cada post mais interessante q o outro. Abraço

Claire disse...

vi esse filme a bué, somos sempre os mesmo fogo!!! Podias me deixar ler o teu “fogo nas entranhas” a Ví deixo-me em brasa, amo o Almodôvar. Beijo ;-)))

Señor R disse...

Sin duda la elección es acertada para ilustrar el tema de la tertulia :) Yo mismo pensé en usarlo. Sin embargo aq la película es estupenda es imposible saber si es una recreación fiel de como vivían aquellos humanos, ya que nadie estuvo allí y tampoco hay crónicas escritas :)

Saludos.

Dalva disse...

Boa tarde!

Navegando pelos blogs participantes da Tertulia, vim ler o teu post... e foi bom recordar esse filme fantástico!

Abraços.

António Oliveira disse...

Roserouge tu foste a responsável por este dia muito animado para mim. Desconhecia por completo estas manobras de Janeiro dos blogers.
Foi muito interessante interagir com todos os inscritos na iniciativa.
E também ser obrigado a criar algo, em cima da hora. Não sei se chegou a ser interessante mas houve esforço.
Mas para ti nota 20 pela dica e pelo apoio. Tks a lot. Espero repetir a experiência, one of this days...
Keep in touch.

roserouge disse...

António,
Todos os meses, ao dia 15, fazemos um Tertúlia Virtual. O Eduardo do Varal de Idéias e o Jorge do Expresso da Linha, escolhem o tema e quem quiser participar inscreve-se. Tomei a liberdade de te convidar porque achei que o teu blog, além de ser bom, tinha perfil para isso e se enquadrava no espírito da coisa. Como vês, foste bem recebido. E andamos sempre enfiados nos blogs uns dos outros a dar opiniões. E foram eles os responsáveis por eu abrir um blog. Tanto me chatearam...

A todos os outros, rapaziada blogueira: obrigada pelos comentários e ainda bem que gostaram da sugestão. É, de facto, um filme extraordinário. Aconselho a quem ainda não viu. Como diz o Senhor R, não sabemos se era exactamente assim há 80.000 anos, mas devia ser...pelo menos a coisa está muito bem feita. E agora, é só aguardar pelo próximo tema. São sempre óptimos.

Bjs e amanhã voltamos à normalidade.

GRACE oLSSON disse...

O filme, eu nao tinha visto MaS SEU TEXTO ME LEVOU A FICARE ANTETA NELE.,TE ENCONTREI NA GEORGIA E VIM TE VISITAR.

PARABÉNS PELO TEXTO.
DIAS FELIZES


www.graceolsson.com/blog

Adelino disse...

A exemplo do Eduardo, não vi o filme, mas gostaria de vê-lo. Anotei. Obrigado pela sugestão ainda que involuntária.
Grande abraço.

Liberté disse...

Este filme marcou o aprendizado da Histório, ao 12 13 anos.
Quando se fala A Guerra do Fogo vem em mim as nascentes do rio : cena expressiva que marcou minha epoca infatil.

Otima postagem!
Lega em português para Ti.