Segunda-feira, Julho 13, 2009

Retrato do Artista Enquanto Jovem - 114ª parte

"... tinha uma pele semelhante ao couro, com rugas fundas a cortarem-lhe a cara. O bigode espesso era a característica mais proeminente da sua cabeça leonina e do seu corpo pequeno. Com pouco mais de metro e meio de altura... (...) Se tivesse nascido na Alemanha, a política racial de Hitler tê-lo-ia condenado à morte de tal modo o seu corpo era deformado. A sua mão direita era consideravelmente menor do que a esquerda e ele escondia-a com frequência atrás das costas durante aparições públicas. O segundo e o terceiro dedos do seu pé esquerdo estavam fundidos e mesmo quando passava férias nas suas praias favoritas, passeava e nadava sempre de sapatos calçados. O seu braço esquerdo era mais curto que o direito, resultado de um acidente na juventude. Tinha os dentes amarelos e manchados e uma postura curvada. Em suma, ele era a prova viva de um qualquer acidente genético." Quem é, quem é?

Imagine

Imagina-te numa festa em casa de alguém e nunca lá tinhas ido. Um arranha-céus, 47º andar ou coisa assim. E como festa é festa, às tantas tens meeeeeesmo que ir fazer xixi. Entras na casinha e... com o susto és bem capaz de fazer logo ali. Digamos que este chão está... altamente pintado, não?

Tecto pintado numa sala para fumadores, numa empresa qualquer. Muito sugestivo, não é? Desanimador, é de certeza...
WC público em Houston, Texas. Acho que esta senhora estava lá na tal festa e não conseguiu pisar na casa de banho do apartamento. Preferiu vir cá abaixo. E prepara-se para entrar já muito aflitinha, coitada...

Será que ela sabe que o interior deste WC, é feito de vidro de um só sentido e que ninguém a consegue ver do lado de fora? Vai ter que ser mesmo aqui, pequena...

Tokyo

Domingo, Julho 12, 2009

Retrato do Artista Enquanto Jovem - 113ª parte

O sexo é uma chatice porque nos amarrota a roupa toda.
Quem é, quem é?

Sábado, Julho 11, 2009

Prodigy - Breathe

Dois amigos meus foram ontem ao Alive 09. Quando os Prodigy entraram em palco, um deles ligou e esticou o braço bem no ar com o telefone na mão e eu só conseguia ouvir Breathe the pressure, come play my game, I'll test ya. Fiquei logo ali cheia de nervos. Soltei alguns impropérios e ainda perguntei, já com a vozinha muito sumida: Então e Placebo, foi bom? Resposta dele: Foi muita booooooooom!!! Fiquei doente mesmo. Virei-me para a mulher dele que estava comigo e disse-lhe: O atrasado mental do teu marido já me irritou. Vamos mas é ali abaixo beber uma imperialzita, preciso de me acalmar, tou cheia de febre. Boa idéia, o gajo que vá lá ter depois, respondeu ela. Exhale, exhale...

Sexta-feira, Julho 10, 2009

Oooops...

Desculpem, mas não resisti...

Retrato do Artista Enquanto Jovem - 112ª parte

Informação não é conhecimento. Conhecimento não é sabedoria. Sabedoria não é verdade. Verdade não é beleza. Beleza não é amor. Amor não é música. A música é o melhor… Quem é, quem é?

Quinta-feira, Julho 09, 2009

Absolutely Live!


Organização revela exigências dos artistas do Optimus Alive! 09
A organização do Optimus Alive! 09 revelou as exigências de alguns artistas assim como números envolvidos na produção do festival.

Exigências:

Metallica
- Muita fruta: maçãs verdes, maçãs vermelhas, pêras, laranjas, bananas, mangas, papaias, abacates, pêssegos, limas e limões, morangos, framboesas, mirtilo. Férias em Portugal. (quem os viu e quem os vê...)

Prodigy - 12 garrafas de champanhe para festejar no final do concerto (as desculpas que eles arranjam para se enfrascarem...)

Placebo - Incenso (muito zen, estes rapazes...)

The Kooks - 4 pares de meias pretas (importa-se de repetir?!)

Dave Matthews Band - Televisão, caixotes do lixo para reciclagem (a consciência ecológica é a coisa mais linda que há)

Los Campesinos! - Comida: especialidades locais, postais e selos de Portugal. Mix Tape CD com músicas de artistas portugueses (em Lisboa, sê lisboeta)

Klaxons – Cerveja portuguesa Super Bock (gosto mais da Sagres)

Silversun Pickups – Comida orgânica (e umas jolas bem fresquinhas a empurrar)

The Ting Tings – Sushi; nada de utensílios de plástico que possam ser prejudiciais para o ambiente (há lá contentores para reciclar o lixo, não viram ainda?)

Números:
Toalhas – 2.348
Refeições – 2.230
Carrinhas Volkswagen Transporter, Caravelle e Multivan – 42
Água – 6.000 garrafas
Camarins – 40
Noites de hotel – 1.200
Pessoas envolvidas- 3.000 pessoas
Enjoy!

Absolute Beginners

Absolute Beginners é um romance de Colin MacInnes escrito em 1958 e publicado em 1959, em Londres, Inglaterra. Foi o segundo romance de MacInnes e faz parte da London Trilogy, o primeiro chama-se City of Spades (1958) e Mr. Love and Justice (1960), o terceiro e último. Estes três romances são completamente independentes uns dos outros e não partilham personagens.

Este romance foi escrito na primeira pessoa sob a perspectiva dum adolescente fotógrafo free lance, que vive na zona de West London, num bairro pobre, porém social e culturalmente vibrante a que ele chama Napoli. É aí nessa zona que vive também uma grande comunidade de imigrantes das Caraíbas, bem como outros ingleses considerados párias da sociedade, tais como homossexuais e drogados.
O tema central do romance incide essencialmente sobre as opiniões e atitude do narrador em relação ao surgimento de toda uma nova cultura que foi tomando lugar entre a juventude da época, bem como à sua (dele) fixação por roupas, música jazz, o amor que ainda sente pela sua ex-namorada Crêpe Suzette, a doença do seu pai e as tensões e motins raciais entre britânicos e caribenhos, e que deram origem aos “Notting Hill Race Riots”, entre finais de Agosto e princípios de Setembro de 1958.

Absolute Beginners é o tema-canção do filme com o mesmo nome, realizado por Julien Temple. Este filme é uma adaptação do livro de Colin MacInnes e este tema foi escrito e interpretado por David Bowie. Bowie e Temple eram amigos e já tinham trabalhado juntos na curta-metragem Jazzin’ for Blue Jean. As sessões para a gravação desta canção decorreram nos estúdios Abbey Road e os músicos escolhidos receberam um convite para irem gravar com Mr. X, que afinal era Bowie. As gravações decorreram relativamente rápido, mas a saída da canção foi adiada para coincidir com o lançamento do filme que estava um pouco atrasado. A Virgin fez questão que o filme e a canção saíssem ao mesmo tempo.
Temple filmou também o vídeo promocional da canção Absolute Beginners num ambiente muito anos 50 para coincidir com o do filme. Este video é também uma homenagem a um antigo anúncio inglês aos cigarros Strand, cujo mote era “Você nunca está sozinho com um Strand”. Foram também usadas imagens do filme.



I've nothing much to offer
There's nothing much to take
I'm an absolute beginner
And Im absolutely sane
As long as we're together
The rest can go to hell
I absolutely love you
But we're absolute beginners
With eyes completely open
But nervous all the same
If our love song
Could fly over mountains
Could laugh at the ocean/sail over heartaches second time
Just like the films
There's no reason
To feel all the hard times
To lay down the hard lines
It's absolutely true
Nothing much could happen
Nothing we can't shake
Oh we're absolute beginners
With nothing much at stake
As long as you're still smiling
There's nothing more I need
I absolutely love you
But we're absolute beginners
But if my love is your love
Were certain to succeed
If our love song
Could fly over mountains
Could laugh at the ocean/sail over heartaches second time
Just like the films
There's no reason
To feel all the hard times
To lay down the hard lines
It's absolutely true

Ouvi esta canção hoje de manhã na rádio. Fiquei com ela na cabeça o tempo todo e o dia passou muito mais depressa. Eu oiço sempre rádio. Aprende-se muito.

Terça-feira, Julho 07, 2009

Retrato do Artista Enquanto Jovem - 111ª parte

Já estive em mais colos que um guardanapo.
Quem é, quem é?

Um Lugar Ao Sol

I really don't remember much about Cleopatra.
There were a lot of other things going on.

Enjoy The Silence

Depeche Mode

Estados Unidos, 1994 - Só podia dar confusão mesmo! Um ano após terem dado início a uma digressão mundial de 14 meses num total de 159 concertos, os Depeche Mode convidaram os Primal Scream para os acompanharem nas últimas datas, uma viagem de dois meses pelos estádios da América. Em Santo António, Califórnia, alguns membros da comitiva dos Primal Scream, incluindo o guitarrista Robert "Throb" Young, foram presos por nadar no rio e por se atirarem a um polícia. Mas isto nem foi nada comparando com o que foi acontecendo com os próprios Depeche Mode. O cantor Dave Gahan retirava-se para o seu camarim privado forrado a carpete negra para se injectar continuamente com speedballs, a mesma mistura de heroína e cocaína responsável pela morte de River Phoenix - e também de Rainer Werner Fassbinder e John Belushi, já agora. Andy "Fletch" Fletcher foi substituído nesta parte da digressão devido a "instabilidade mental", enquanto Martin Gore tinha ataques regulares devido aos excessos cometidos nas intermináveis festas. Mas todos os espectáculos eram um verdadeiro happening. Gahan, um destroço ambulante incapaz sequer de falar antes de subir ao palco, aguentava-se estoicamente durante duas horas graças às carradas de cortisona com que era injectado. Acabou a digressão com duas costelas partidas e hemorragias internas e teve uma sobredose num hotel de Los Angeles antes de, finalmente, decidir ganhar juízo, depois de uma paragem cardíaca de dois minutos. No entanto, as marcas de uma das digressões mais narcóticas da história foram profundas: nenhuma das bandas editou novo material até 1997.
Words like violence
Break the silence
Come crashing in
Into my little world
Painful to me
Pierce right through me
Can't you understand
Oh my little girl
All I ever wanted
All I ever needed
Is here in my arms
Words are very unnecessary
They can only do harm
Vows are spoken
To be broken
Feelings are intense
Words of trivial
Pleasures remain
So does the pain
Words are meaningless
And forgettable
All I ever wanted
All I ever needed
Is here in my arms
Words are very unnecessary
They can only do harm
Enjoy The Silence - Violator, 1990
Quando recebi a notícia de que o Kurt (Cobain) tinha rebentado com os miolos, a minha primeira reacção foi ficar zangado. Senti que ele me tinha roubado a idéia. - Dave Gahan
Fontes: Revistas Blitz, Uncut e Internet

Segunda-feira, Julho 06, 2009

Retrato do Artista Enquanto Jovem - 110ª parte

Sou tímido, paranóico, chamem-lhe o que quiserem. Odeio a fama.
Tenho feito tudo o que é possível para evitar ser famoso. Quem é, quem é?

In The Open

Polariod Mosaics - Patrick Winfield
OPEN SPACE Gallery - Beacon, New York - 2008

In the open. I'm in the open. Esta semana estou a trabalhar num local todo ele em open space. À minha frente, sentam-se cerca de 50 pessoas e atrás de mim estão umas 20 ou coisa assim. Aquilo parece quase uma fábrica de enlatar sardinhas ou encher pneus ou outra coisa do género. Um horror. Nem me atrevo a abrir os blogs dos amiguinhos, muito menos o Pé de Moça que é só meninas com os pézinhos de fora e muito menos ainda o Drops Azul Aniss que é só meninas com tudo de fora. Ainda pensam que ando a ver sites de gajas, era o que faltava! Bom, também não é bem assim, mas como tenho o monitor todo virado para a geral... e além disso estou ali para dar no duro, quem quer blogar que vá pra casa! Nem um postzinho posso fazer... Oh, vida madrasta! Shit!

Domingo, Julho 05, 2009

Retrato do Artista Enquanto Jovem - 109ª parte

Esta senhora que está aqui sentada com a criança ao colo ganhou, em 1932, o primeiro prémio dum concurso promovido pela MGM, para encontrar uma sósia de Greta Garbo. Como podem ver, realmente até era bastante parecida. Acontece que a mãe dela não a deixou ir para Hollywood porque a pequena era menor, só tinha 17 anos. Pouco tempo depois, ela engravidou dessa menina aí do vestidinho esvoaçante, tendo projectado na filha os seus sonhos interrompidos. Dito desta forma, até parece uma tragédia grega, mas que querem, é domingo e eu não gosto de domingos. E enquanto eu vou ali resolver alguns pequenos "riens" relacionados com a gestão doméstica, debrucem-se sobre a pequenita do laçarote na cabeça. Quem é, quem é?

Sábado, Julho 04, 2009

Meio-Dia Na Aldeia

Anita Malfatti - Brasil, 1889-1964
Paisagem de Santo Amaro, década de 1920
Óleo sobre madeira, 31 x 42 cm
Colecção Particular

Meio-dia na aldeia

À calma expostos
fitando o chão,
tingem-se os rostos
de negridão.
De vez em quando
qualquer que seja
c'o lenço brando
a fronte areja.
Afago d'amor
como a um filho,
pinga o suor
regando o milho.
O tempo passa.
a manhã corre...
Muita chalaça
quem quer discorre.
Nisto é mei'dia,
o sino soa,
... não se arrelia
qualquer pessoa.
Três badaladas
enchem o vale,
outras três dadas
de forma igual,
Mais três ainda,
lá vão as nove
p'ra altura infinda
a ver qual mais sobe.
Ao som do sino
o lavrador,
louva o Divino
Deus Criador
Folgam as costas,
tiram os chapéus...
E, de mãos postas,
oram aos Céus.
E não há pressa
ou distracção
que os impeça
da oração!
Finda que é a reza
e se persigna,
volta à empresa
a que se digna.
António de S.Tiago - Junho/1960

Sexta-feira, Julho 03, 2009

O Jogador

Retrato do Artista Enquanto Jovem - 108ª parte

Em vez de ir ao ginásio, prefiro praticar artes marciais.
O tempo passa mais depressa.
Pronto, pronto, uma boazona prá rapaziada... vá lá... Quem é, quem é?!

Quinta-feira, Julho 02, 2009

Hold Your Breath, Girls...

Queridos amigos e amigas e visitantes e demais calhandreiros que por aqui vão passando: estão a ver aquele postzinho mixuruca e pestilento que eu fiz há bocado sobre a líbido e as mulheres e a inteligência e mais não sei quê? Esqueçam. Não liguem. Façam de conta que não escrevi nada daquilo, devia ser da fome, foi antes de almoço. Venho aqui (salvo seja) retratar-me humilde e publicamente sobre aquele delírio galopante, olhem, nem sei o que me deu. Pois hoje ao chegar a casa e ao abrir o mail, dou de caras com esta... hum... enfim, passagem de modelos da nova colecção para homem Primavera/Verão 2009 da Dolce & Gabbana. Cortesia da minha amiga Paula que deve ter ficado raladíssima com aquela conversa toda. Ai, valha-me Deus!
Venho, pois (outra vez? Ena...) pedir-vos que descansem os olhos nesta nova colecção ou, pelo menos, nestes novos modelitos de fato de banho, óculos e chapéu. Não é por nada, mas as tatuagens também são muito... hum... bonitas, pronto. Cheias de cores. Lindas cores. Milhões de cores. Não consigo é perceber muito bem porque é que o (abençoado) Apolo tem dois relógios, mas imagino que deva ser, um para marcar as horas de Milão e o outro as horas de Lisboa. Sim, sim, Lisboa. Não é cá que eu vivo? Então...
Assim sendo, venho novamente (três vezes?! Eh lá...) agradecer à amiguinha das horas difíceis e dizer, portanto, que amigas destas é que a gente precisa e que são para isso mesmo, vir em socorro quando a gente mais precisa. Obrigadinha, pequena. Lembra-me de te pagar um cafézinho amanhã à noite, sim?! Foi tão bom para vocês como foi para mim? Vá lá, meninas, já podem fechar a boca...

Retrato do Artista Enquanto Jovem - 107ª parte

Estão a ver esta fotografia com estas três lindas senhoras e estas três adoráveis criancinhas? Muito bem. Agora dediquem a vossa atenção ao rapazinho da direita. Sim, o dos caracóis. E não há dicas para ninguém, hoje. É que nem pensem! É tão fácil que até enjoa. Quem é, quem é?

A Question Of Lust

O que mexe com a líbido das mulheres não é a beleza física, é a inteligência.
Tanto que revista de homem nu só vende para gays. - Pedro Bial

Terça-feira, Junho 30, 2009

Retrato do Artista Enquanto Jovem - 106ª parte

Para os americanos, o sexo é uma obsessão. Para nós, europeus, é um facto.
Quem é, quem é?

Pé de Moça

A mulher é um livro. O pé é o índice do livro.
Machado de Assis
Atenção, meu povo! A partir de hoje o Eduardo do Varal de Idéias, o Jorge do Expresso da Linha e aqui a vossa humilde anfitriã, vamos passar a fazer uns ménage à trois. Calma, muita calma nada de excitações precipitadas... não é dada disso que essas vossas cabecinhas já estão a pensar (porcalhões, só querem é palhaçada...). Foi decidido, de repente - e eu, com a devida vénia, aceitei tão amável convite - abrir um blogue em conjunto que se chama Pé de Moça e será unica e exclusivamente dedicado, e como o nome indica, a pés de moça, mulher, rapariga, gaja, chamem-lhe o que quiserem, desde que sejam femininos. As vossas sugestões serão bem vindas, sejam poemas, textos, fotos, pequenos vídeos, observações, uma história qualquer que viveram, viram ou ouviram, mas o tema será sempre o delicado pézinho duma menina. Só nós os três é que podemos colocar os posts, portanto, mãos à obra e utilizem os nossos mails - qualquer um dos três - e vamos continuar a animar a blogosfera da nossa pequena comunidade luso-brasileira. Eu prometo que um dia destes ponho lá uma foto dos meus lindos calcantes, mas não me responsabilizo por faltas de ar, ataques cardíacos, apoplexias, síncopes e demais manifestações de natureza física. Ficam avisados, tá? Já agora, ontem vi umas sandálias lindas numa dessas sapatarias da moda e fiquei logo cheia de nervos, estou aqui pobre que nem um cão... ai, que tristeza... rawf! rawf!...

Segunda-feira, Junho 29, 2009

Smoke

Continuando com os nossos inacreditáveis anúncios vintage, mesmo correndo o risco de despoletar a ira dos fundamentalistas anti-tabágicos... ... o Ronald "Voice of the Turtle" Reagan...
...um médico a aconselhar Luckies porque são menos irritantes,
um conselho a seguir, claro, pois se 20.679 médicos recomendam...
...seja moderno, mude para o moderno LM... menos alcatrão,
mas muito mais saboroso...
... e não há cigarro que satisfaça tanto como o Chesterfield...
... e o Oscar vai para:
Fume tranquila.
Que coisa impensável hoje em dia! As empresas tabaqueiras "prometiam" muita coisa, mas este anúncio vai para além dos limites do razoável, mesmo para os publicitários daquela época - anos 50. Os cigarros eram apresentados como um alívio para a garganta ou um símbolo de elegância e distinção. Utilizar crianças para sugerir que um inocente cigarro podia curar praticamente tudo, incluindo as neuroses das mães e donas de casa, foi um dos golpes mais baixos da indústria tabaqueira. Abuso infantil? Ora, mamã, não ralhes comigo! Vem cá, senta-te, fuma um cigarrinho e acalma-te, sim?...

Retrato do Artista Enquanto Jovem - 105ª parte

A arte é a minha vida e a minha vida é arte.
Quem é, quem é?

Tudo Boas Raparigas - Martha Beck

Martha Beck tinha duas grandes ambições na vida: a primeira era ser enfermeira e a segunda era apaixonar-se e casar-se com um homem decente. Infelizmente, estes dois objectivos entravam em rota de colisão directa com as suas proporções demasiado avantajadas: ela pesava bem mais de cem quilos. Depois de conseguir o diploma de enfermeira na sua Florida natal, o único emprego que conseguiu arranjar foi numa casa mortuária. Dezoito meses depois de lavar e alindar cadáveres, Martha resolveu acertar agulhas a caminho da Califórnia. Tinha ouvido dizer que havia por lá falta de enfermeiras qualificadas e, uma vez instalada, tratou logo de montar uma teia para caçar um marido. Conseguiu-o e a felicidade do parzinho era tanta que o homem, numa desesperada tentativa para resolver os seus problemas, atirou-se dum cais, tendo sido, que maçada, resgatado das águas. Martha não gostou lá assim muito que ele não quisesse passar o resto da vida com ela e, passados uns tempos, o homem desapareceu para sempre...
De regresso à Florida, ela inscreveu-se num daqueles clubes tipo “corações solitários” e não tardou muito até conhecer um sujeito decadente chamado Raymond Fernandez, um sedutor que já tinha conhecido melhores dias e cujo único rendimento era depenar o mais possível viúvas e solteironas solitárias que ele ia conhecendo através deste tipo de agências casamenteiras. É claro que, depois de ter despojado as senhoras dos seus bens, desaparecia logo a seguir sem deixar rasto. Cada um deles considerou que tinha encontrado a sua “alma gémea” e resolveram montar um esquema muito lucrativo e que ainda durou alguns anos: apresentavam-se como irmão e irmã e, enquanto ele casava com a viúva, ela tratava de transferir os bens da senhora para o nome dela (ou dele). A coisa lá ia funcionando razoavelmente bem, até ao dia em que uma das tais viúvas, no estado de Nova Iorque, foi morta à cacetada e o par resolveu fugir para o Michigan onde, pouco tempo depois, Mrs. Delphine Downing e a sua filha, se tornaram nas próximas vítimas. Um dia, a senhora descobriu que afinal o seu futuro marido era careca, (parece que a senhora gostava mais deles com cabelo...) gerou-se ali uma discussão e, ao expulsá-los de sua casa e perante a ameaça de os desmascarar e fazer queixa à polícia, o casal-maravilha resolveu despachar a pobre viúva também à mocada e é claro que a sua filha teve destino idêntico. Os ciúmes de Martha eram de tal forma terríveis que ela não suportava que as senhoras continuassem vivas depois de Ray ter dormido com elas. Foram rapidamente apanhados e as autoridades do estado do Michigan resolveram extraditá-los para o estado de Nova Iorque, onde a pena de morte ainda estava em vigor (esta é sinistra). Confessaram a autoria de 12 homicídios. Foram executados, lado a lado na cadeira eléctrica no dia 8 de Março de 1951, na prisão de Sing Sing, Nova Iorque. Pormenor macabro: Martha era gorda demais e não cabia na cadeira; teve que ficar sentada nos braços... da cadeira. Ai, que horror! Ficaram conhecidos pelos “Lonely Hearts Killers” e em 2006 saíu um filme sobre esta história com Salma Hayek, Jared Leto e John Travolta.

Domingo, Junho 28, 2009

Retrato do Artista Enquanto Jovem - 104ª parte

Faço tudo por uma boa gargalhada. Excepto ouvir os Smiths.
Quem é, quem é?

Sexta-feira, Junho 26, 2009

RadioKaput

Pan Sorbe & Jorg convidam para mais uma sessão RadioKaput power pop clash party @ LEFT, amanhã, sábado a partir das onze com dedicatória a Michael Jackson aka King of Pop!!! [RIP]. Bem-vindas (os) Beijos e Abraços!!!

Para quem mora em Lisboa e/ou arredores e quiser ouvir boa música, abanar o capacete e beber umas jolas bem fresquinhas, o caminho é este. Ali, em Santos. Agora no Verão, costuma ter esplanada. Costuma-se estar lá bem.

King of Pop

(...) Já está bem documentada a forma rígida, e não poucas vezes violenta, como o pai Joseph Jackson (ele próprio um músico amador em tempos idos) tratava os filhos. E não se pense que tal mudou a partir da altura em que ele descobriu que dera origem a uma família de mais que evidentes talentos. O próprio Michael lembrou em tempos, em entrevistas a Oprah Winfrey, duas ocorrências concretas. Uma tinha ver como a forma como o pai geria os ensaios dos filhos: de cinto em punho, pronto a ser usado à mistura com insultos, de cada vez que ocorresse o mínimo erro. Outra dizia respeito a uma ocasião em que o patriarca trepou pela janela do quarto de Michael a meio da noite, com uma máscara assustadora, a urrar e a gritar. Enquanto Joseph defendia esta acção como uma lição para que os filhos percebessem o que poderia acontecer caso deixassem a janela do quarto aberta durante o sono, Michael declarou que, durante anos, teve pesadelos em que se via raptado a partir do seu quarto. Foi até mais longe dizendo que, durante a infância, a mera aparição do pai à sua frente o fazia ficar doente e com vómitos!
E embora sendo uma grande “ajuda”, tudo isto não chega ainda para explicar todas as bizarrias subsequentes. Afinal, quantas etapas de crescimento poderá um miúdo ter queimado quando, aos sete anos, já se juntava aos irmãos na banda e, um ano mais tarde, já andava pelo circuito de clubes nocturnos a abrir, se preciso fosse, para stripers e freak-show sortido? E que na hora de assinar juntamente com os irmãos o contrato discográfico com a Motown, que lhes garantiria toda a fama e fortuna imaginável, tem os relações públicas da editora a fazerem-no dois anos mais novo nas biografias oficiais (ele tinha onze), com o intuito de o tornar mais apelativo à audiência mainstream (leia-se: branca)? E que, aos catorze anos, já estabelecido como estrela da companhia, edita o seu primeiro álbum a solo? E que, sete anos mais tarde, já com 21, declara independência via associação com Quincy Jones, edita um disco chamado Off The Wall, que quase redefine as regras do que um álbum de pop mainstream deve ser? Este é o homem que, aos 24 anos, com Thriller, não só estabelece o recorde do mundo para o disco mais vendido de sempre como, graças a um fenómeno emergente chamado MTV, se torna na primeira verdadeira mega-estrela da era vídeo. Fazer melhor era, provavelmente, impossível.
Mas já se sabe. Como diz o velho adágio, quanto mais alto se sobe, maior é a queda. No caso de Jackson, não era só a altura que constituía problema de maior. Eram também profundos traumas de infância. E, sobretudo, um ciclo de evolução humana bastante adulterada por razão dos imperativos e possibilidades infinitas que um talento precoce desde cedo acarretam. Poder-se-á dizer que Michael Jackson foi vítima da fria, distante e gananciosa exploração tanto próxima como alheia, convenientemente disfarçada sob a capa de uma dádiva divina que o teria destinado (acertadamente, é um facto) à adulação e mimo do mundo inteiro. Também se poderá contrapor que para tudo existem duas faces. E que tal dádiva acabou por ser, à sua maneira, não tanto a maldição, mas o motor que ajudaria a precipitar o mais do que público desastre humano a que todos nós hoje assistimos enquanto voyeurs assumidos. (...)
1979 - Jackson parte o nariz enquanto ensaia uma rotina de dança especialmente complexa, levando à primeira de imensas rinoplastias.
1984 - É vítima de queimaduras graves no escalpe, resultantes de um acidente pirotécnico durante as filmagens de um anúncio para a Pepsi. Pouco tempo depois, realiza a sua terceira rinoplastia.
1985 - Jackson é diagnosticado como tendo vitiligo, uma rara doença que faz a pele perder pigmentação e que torna os portadores demasiado sensíveis à luz do sol. O cantor só o revela oito anos depois.
1986 - As bizarrias espalham-se: clamou-se, em primeiro lugar, que Jackson dormia numa câmara de oxigénio hiperbárica, para retardar o processo de envelhecimento. Jackson compra e faz amizade com um chimpazé de estimação chamado Bubbles.
1993 - Jordan Chandler, de 13 anos, e seu pai Evan, instalam um processo judicial contra Jackson, alegando abuso sexual sobre o menor. O processo foi resolvido no ano seguinte, através de um acordo extra-judicial. A imagem do cantor fica seriamente afectada.
1994 - Casa-se com Lisa Marie Presley, filha de Elvis Presley. O casório é cinicamente visto como uma forma de limpar a imagem de Jackson, severamente afectada após as alegações de abuso de menores. O casal separar-se-ia no final do ano seguinte.
1996 - Jackson casa-se de novo, desta vez com a enfermeira Debbie Rowe. São dela, dois dos seus três filhos, Michael Junior e Paris Katherine. Divorciam-se em 1999.
2000 - Os primeiros rumores sobre dificuldades financeiras começam a vir ao de cima, com a Sony, alegadamente, a tentar comprar os direitos do catálogo do cantor (detidos pelo próprio) sem sucesso.
2002 - Nasce o terceiro filho de Jackson, Prince Michael, fruto de inseminação artificial. Meses mais tarde, acena aos fãs na varanda do seu quarto de hotel, segurando o filho de forma algo negligente.
2003 - Novas acusações de abuso de menores vêm a público. Desta vez a alegada vítima era Gavin Arvizo, que tinha 14 anos à data da ocorrência. Dois anos depois, é considerado inocente de todas as acusações.
2006 - Novos rumores sobre a saúde financeira de Jackson, com o famoso rancho Neverland a ser disputado no mercado, por um valor superior aos 120 milhões de dólares.
2009 - The End.
Fonte: Revista Blitz - Outubro 2008

Dangerous

Roubei esta ilustração lá do Drops Azul Aniss, achei linda, Eduardo não resisti! Gosto mesmo é do ar aflito de Oh, my God! do S. Pedro e dos anjinhos ao ver o Wacko Jacko a aproximar-se. E como disse - e muito bem - o Al Kantara lá no Expresso da Linha "tanto talento desperdiçado em excentricidades idiotas". Também é verdade. O Jorge chamou-lhe "tonto". E como cantava o nosso tonto favorito: quando a cabeça não tem juízo, quando te esforças mais do que é preciso, o corpo é que paga. Espero que finalmente o pequeno Michael encontre a paz que tanto procurava.

Sempre que eu olhava para o Michael Jackson, ele fazia-me lembrar aquela personagem do filme "Brazil" do Terry Gilliam, interpretada pela Katherine Hellmond - também da excelente série Soap. Essa personagem, nesse filme, era uma velha excêntrica que passava a vida a fazer operações plásticas, sempre a corrigir qualquer coisa. A dada altura ela morre e, no seu velório, vemos o caixão fechado. Já não me lembro porquê, mas às tantas alguém dá um pontapé no caixão ou ele cai no chão por outra razão qualquer e, com o estrondo, abriu-se todo e sai de lá a escorrer uma massa sanguinolenta, nojenta, que se espalhou por todo o lado: era a outra que se tinha desfeito toda por causa de tanta plástica que tinha feito! É das cenas mais hilariantes do filme. Não sei porquê, mas ultimamente sempre que olhava para este rapaz lembrava-me dessa personagem desse filme. Principalmente quando aqui há tempos surgiu uma notícia em que se dizia que ele tinha o nariz a cair. Por causa das plásticas, claro. Desculpem lá, mas é difícil não fazer associação de idéias. Ah, grande Terry Gilliam, que via para lá das estrelas!