segunda-feira, maio 04, 2009

B.I.T.C.H.

Ela passou o primeiro dia empacotando todos os seus pertences em caixas, sacos e malas.
No segundo dia, ela chamou os homens da transportadora que fizeram a mudança. No terceiro dia, ela se sentou pela última vez na bela mesa da sala de jantar, à luz de velas, pôs uma música suave e se deliciou com uns camarões, um pote de caviar e um garrafa de Chardonnay.
Quando terminou, foi a cada um dos aposentos e colocou alguns pedaços de casca de camarão, besuntados com caviar, nas cavidades dos varões das cortinas. Depois, ela limpou a cozinha e se foi.
Quando o marido retornou com a nova namorada, tudo estava um brinco, nos primeiros dias.
Depois, pouco a pouco, a casa começou a feder. Eles tentaram de tudo: limpando, lavando e arejando a casa. Todas as aberturas de ventilação foram verificadas à procura de possíveis ratos mortos e os tapetes foram limpos com vapor.
Desodorizantes de ar e ambiente foram pendurados em todos os lugares...
A empresa de combate a insectos foi chamada para colocar gás em todos os encanamentos, durante alguns dias, durante os quais tiverem de sair da casa e, no fim, ainda tiveram de pagar para substituir a caríssima carpete de lã.
Nada funcionou!!!!!
As pessoas pararam de visitá-los. Os funcionários das empresas de consertos se recusavam a trabalhar na casa. Finalmente, eles não suportavam mais o fedor e decidiram se mudar.
Um mês depois, apesar de terem reduzido o valor da casa em 50%, eles não conseguiram um comprador para a casa fedorenta. A notícia se espalhava e nem mesmo corretores de imóveis locais retornavam as ligações. Finalmente, eles tiveram de fazer um grande empréstimo no banco para comprar uma casa nova. A ex-esposa ligou para o marido e perguntou como andavam as coisas.
Ele contou-lhe o martírio da casa podre.
Ela, escutou pacientemente e manifestou que sentia muita saudade da casa antiga e, que estaria disposta a reduzir a parte que lhe caberia do acordo de separação dos bens, em troca pela casa.
Imaginando que a ex-mulher não tinha idéia de como estava o fedor, ele concordou com um preço que era cerca de 1/10 do que valeria a casa. Mas, só se ela assinasse os papéis naquele mesmo dia. Ela concordou e, em menos de uma hora, os advogados de ambos entregavam os documentos.
Uma semana depois, o homem e sua nova namorada assistiam, com um sorriso malicioso, os homens da mudança empacotando tudo para levar para a sua nova casa... incluindo os varões das cortinas...

2 comentários:

Eduardo P.L disse...

Essas mulheres!!!

roserouge disse...

São horríveis, pois são...