terça-feira, fevereiro 24, 2009

Triunfa, Mascarado!

Triunfa, mascarado, entre os demais!
Explora o que de bom há em teus dias
Em folguedos, descantes e orgias…
De teus andrajos faz vestes reais

Promove divertidos arraiais,
Inventa toda a sorte de utopias,
Enterra o baú das arrelias
Que o dia de hoje vai… não volta mais

“MEMENTO, HOMO, QUIA PULVIS ES”!
Salmeará numa antífona plangente
O sacerdote amanhã lá na ermida:

Do pó vieste e pó és outra vez
Quando a Morte, rindo alarvemente
Expulsar desse corpo a doce Vida!

Soneto de António de S.Tiago

9 comentários:

Eduardo P.L disse...

Que bom, esta no fim!

Bjs

Alice Salles disse...

Soneto lindo e imagem tão linda quanto!

Silvares disse...

Só agora (estava a visitar o blogue da Alice) é que percebi aquela cena do desafio... desculpa o comentário a despropósito. Por vezes sou tão lento que parece que estou parado!
:-)

roserouge disse...

É Carnaval, ninguém leva a mal, no worries!

João Menéres disse...

O teu Pai era um poeta modernista.
Parabéns, mesmo.

roserouge disse...

João, era e é! O meu Pai continua vivinho da costa e Deus o conserve assim por muito tempo! rsrsr...

João Menéres disse...

Desculpa. Eu sei que está vivo da silva e da costa!!!
Mas, continua a poetisar modernista?

Dá um abraço nele, tá?

Um beijo para ti.

Georgia disse...

Bé, seu pai é uma jóia rara.

Parabéns a ele pelo poema.

Abracos

Anónimo disse...

Quando li "era um poeta..." fiquei desconfiado de mim mesmo!
Obrigado a todos
António de S.Tiago