Desencadeando a fúria nos seus compatriotas, a morena Charlotte McHugh com o seu lindo cabelo preto asa-de-corvo, não se fazia nada rogada em entreter as odiadas tropas britânicas sediadas na sua terra natal Londonderry, Irlanda, nos anos 20. O seu maior sonho era caçar um inglês rico e ir-se embora dali para fora em direcção a Londres onde, tinha ouvido falar, as ruas eram pavimentadas a ouro. Depois de muito esgravatar na horizontal, o melhor que conseguiu arranjar foi um jovem agricultor da rural Dorset chamado Frederick Bryant. Alegando gravidez, Charlotte obrigou-o a casar-se com ela e mudaram-se para uma zona de quintas agrícolas em Dorset. Depressa se cansou da vidinha honesta e respeitável, mas muito pobre. Virou-se novamente para a prostituição e não tardou a compôr com umas cores bem mais coloridas, o magro orçamento familiar. Até que conhece Leonard Parsons, um cigano com quem Charlotte iniciou um tórrido e apaixonado romance. “Casar-te-ias comigo se eu fosse viúva?”, perguntou-lhe ela em diversas ocasiões. Parece que ele disse que sim. Em 1935, o anteriormente bastante robusto Frederick Bryant, começou a ficar doente e a sentir-se sempre muito mal depois das refeições que a sua querida e adorada esposa lhe preparava. Morreu em Dezembro desse mesmo ano. A autópsia revelou que o seu corpo estava misteriosamente encharcado em arsénico e quando ficou provado que a sua desgostosa viúva tinha comprado quantidades industriais de veneno para ratos numa loja local, todas as dúvidas desapareceram, selando o seu destino. As suas tranças de seda outrora negras como a noite, estavam agora brancas como a neve, quando Charlotte Bryant subiu ao cadafalso na Prisão de Exeter, a 15 de Julho de 1936, para cumprir a sua sentença.
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sábado, junho 06, 2009
Tudo Boas Raparigas - Charlotte Bryant
Desencadeando a fúria nos seus compatriotas, a morena Charlotte McHugh com o seu lindo cabelo preto asa-de-corvo, não se fazia nada rogada em entreter as odiadas tropas britânicas sediadas na sua terra natal Londonderry, Irlanda, nos anos 20. O seu maior sonho era caçar um inglês rico e ir-se embora dali para fora em direcção a Londres onde, tinha ouvido falar, as ruas eram pavimentadas a ouro. Depois de muito esgravatar na horizontal, o melhor que conseguiu arranjar foi um jovem agricultor da rural Dorset chamado Frederick Bryant. Alegando gravidez, Charlotte obrigou-o a casar-se com ela e mudaram-se para uma zona de quintas agrícolas em Dorset. Depressa se cansou da vidinha honesta e respeitável, mas muito pobre. Virou-se novamente para a prostituição e não tardou a compôr com umas cores bem mais coloridas, o magro orçamento familiar. Até que conhece Leonard Parsons, um cigano com quem Charlotte iniciou um tórrido e apaixonado romance. “Casar-te-ias comigo se eu fosse viúva?”, perguntou-lhe ela em diversas ocasiões. Parece que ele disse que sim. Em 1935, o anteriormente bastante robusto Frederick Bryant, começou a ficar doente e a sentir-se sempre muito mal depois das refeições que a sua querida e adorada esposa lhe preparava. Morreu em Dezembro desse mesmo ano. A autópsia revelou que o seu corpo estava misteriosamente encharcado em arsénico e quando ficou provado que a sua desgostosa viúva tinha comprado quantidades industriais de veneno para ratos numa loja local, todas as dúvidas desapareceram, selando o seu destino. As suas tranças de seda outrora negras como a noite, estavam agora brancas como a neve, quando Charlotte Bryant subiu ao cadafalso na Prisão de Exeter, a 15 de Julho de 1936, para cumprir a sua sentença.
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