Cartaz duma noite de Verão, em Setembro de 1963. Uma turné pelos Esteites. Reparem bem na Special Guest Star... Como é que alguém tinha coragem de sair à rua com um nome daqueles?!?! E mais ainda: usá-lo como nome artístico! Não havia gestores de carreira naquela época? Engelbert? Engeeelbeeert???? Humperdinck? Ninguém foi capaz de lhe dizer: "eh pá, ó Engelzinho, muda de nome my man, assim não vais lá... isto assim não atrai o gajedo, man... queres passar o resto da vida a pôr creme nas mãos?!..." Vão ver que foi por isso que nunca mais se ouviu falar do homem. Enquanto que com os outros, foi o que se viu...sexta-feira, março 26, 2010
Oh Baby Baby, It's A Wild World...
Cartaz duma noite de Verão, em Setembro de 1963. Uma turné pelos Esteites. Reparem bem na Special Guest Star... Como é que alguém tinha coragem de sair à rua com um nome daqueles?!?! E mais ainda: usá-lo como nome artístico! Não havia gestores de carreira naquela época? Engelbert? Engeeelbeeert???? Humperdinck? Ninguém foi capaz de lhe dizer: "eh pá, ó Engelzinho, muda de nome my man, assim não vais lá... isto assim não atrai o gajedo, man... queres passar o resto da vida a pôr creme nas mãos?!..." Vão ver que foi por isso que nunca mais se ouviu falar do homem. Enquanto que com os outros, foi o que se viu...quarta-feira, março 24, 2010
A Solução Final
Les Bienveillantes - Jonathan Littell
(...) O que pretendo demostrar de todas as formas, com uma personagem como Max, é que também num período da História, aliar-se aos nazis, foi para muita gente uma opção ética. Não se trata de ter escolhido ficar do lado dos maus. (...) Os que escolheram os nazis fizeram-no conscientes de que tomavam um caminho para eles ético, cujos erros ou imperfeições deviam ser melhorados.
(...) parece-me estranho que na cabeça dessa gente possa caber a possibilidade de amar os filhos, a familia e ao mesmo tempo torturar os seus semelhantes ou filhos de outros. Tentei analisar e ver através dos olhos de Max (...)
Jonathan Littel - entrevista no suplemento Ípsilon do jornal Público de 28 Dezembro 2007.
Com um narrador ex-oficial e bissexual, o escritor Jonathan Littel desvenda as origens apocalípticas do Mal.
Depois de arrebatar o principal prêmio literário francês, o Goncourt, e o Grand Prix du Roman de l'Académie Française, em 2006, o primeiro livro de Jonathan Littell chegou a Portugal em Dezembro de 2007, pela editora Dom Quixote. Na capa do calhamaço, cuja narrativa conta com 895 páginas, vem estampado o título: As Benevolentes, - uma referência à tragédia grega de Ésquilo - personagens da mitologia grega, também conhecidas como "Erínias" ou "Eumênides", deusas perseguidoras, vingadoras e secretas.
Apesar da origem ianque, o ex-activista deu à narrativa o idioma francês, justificando-se por ter os franceses Gustave Flaubert e Stendhal como heróis literários. Como o americano Philip Roth, Jonathan esmiuça os meandros do realismo histórico, emprestando seu ponto de vista, a partir das experiências na Bósnia. Entretanto, sem distorcer o referencial pragmático dos factos, transforma num romance, os relatos de um oficial do exército nazi.
Jonathan dá voz ao Rottenführer do exército nazi, Maximillian Aue, deixando-o relatar atrocidades nos frentes de Estalinegrado, passando por Berlim até a Lituânia. No livro, surgem personagens reais como Adolf Hitler, Albert Speer e Rudolf Hess. A narrativa também chega ao gabinete de Heinrich Himmler, um dos responsáveis pela “solução final”, cujo objetivo era eliminar os judeus da Terra.
Porque, segundo eles, se tratava duma "questão de higiene política". O objectivo de Jonathan é, sem dúvida, perseguir a origem do mal, descontando na humanidade a responsabilidade pelo extermínio de milhões de judeus. Nesse sentido, aparecem as contribuições da Ucrânia à política nazi e de outros países. Fixando o enredo, o escritor também explicita a hipocrisia nazi quando propõe um narrador bissexual e ex-oficial das SS.
"Estávamos ali a matar o tempo, antes que o tempo nos mate a nós."
segunda-feira, março 22, 2010
domingo, março 21, 2010
Cão Como Nós
Apesar da Primavera ter começado hoje - iiiiuuuuupiiiiii!!! - e perante a ternura das imagens, não resisti a mostrar-vos a campanha da Moncler, uma famosa marca italiana de fatos de esqui e blusões de penas para o Outono-Inverno 2009/2010. A marca contratou o conceituado fotógrafo de moda Bruce Weber que usou como "modelos" os seus próprios golden-retreiver.
Mas esta campanha publicitária não serviu apenas para promover a marca. Teve também como objectivo a generosa doação de parte dos lucros para a instituição de caridade Green Chimneys."O mundo da arte e da fotografia fazem parte desde sempre do espírito da Moncler e, cada vez mais, este foi traduzido em iniciativas relacionadas em parcerias com artistas, designers, eventos e directamente para a criatividade das campanhas publicitárias das colecções Moncler. Trabalhar com Bruce Weber é um sonho que se torna realidade", diz Remo Ruffini, presidente e director criativo da marca.

Bruce Weber (n. 29 /Março/1946, Greensburg, Pensilvânia) é um fotógrafo de moda norte-americano e cineasta ocasional. Tornou-se conhecido pelas suas campanhas com as casas Calvin Klein, Ralph Lauren, Pirelli, Abercrombie & Fitch, Revlon e Gianni Versace, bem como o seu trabalho para revistas de moda como a Vogue, GQ, Vanity Fair, Elle, Life, Interview e Rolling Stone.
quarta-feira, março 10, 2010
Mad Men
Nova York, 1960. A história desenrola-se nos corredores da agência de publicidade Sterling Cooper, especialista em conquistar as melhores campanhas publicitárias. Don Draper, director criativo da agência de Madison Avenue, é um homem atraente e impecavelmente bem vestido, cobiçado pelas mulheres e invejado pelos homens. Orfão de uma prostituta, casado e com filhos, Don defende os valores clássicos, mas entretém-se a coleccionar amantes. Além da vida dupla, tem um passado duvidoso que se vai revelando ao longo da série: não se sabe como ganhou o estatuto de um dos melhores criativos publicitários de Nova Iorque e até usa um nome que, afinal, não é o dele. Mad Men, é certamente, a série com mais Jack Daniels e cigarros Lucky Strike por minuto. O retrato da época tem arrancado elogios aos críticos: o boom da publicidade, o aparecimento de uma nova classe burguesa, os conflitos raciais, o adultério, os castigos corporais aos filhos, a omnipresença do álcool e dos cigarros numa altura em que a proibição do tabaco em espaços públicos era impensável. O argumento é da autoria de Matthew Weiner - escritor e produtor de "Os Sopranos"- e, como se não bastasse, a respeitável revista Time considerou-a a melhor série de 2009, tendo já ganho quatro Globos de Ouro e nove Emmy Awards, entre eles o de melhor série dramática e melhor argumento em drama. Frank Rich, crítico do New York Times, disse que a série se tornou um ícone nos EUA não só porque é hoje uma inspiração para as tendências da moda, mas sobretudo porque mostra o fim de uma era na América e o início de outra. A não perder.Extracto do Jornal "i" - 18/02/10
Fox Next, às 4ªfeiras, 21.30h.
domingo, março 07, 2010
quinta-feira, março 04, 2010
Cats
terça-feira, fevereiro 23, 2010
Snapshots - 2
"Sempre houve uma elite artística na América, onde se podia dizer e fazer o que se quisesse. Dentro dessa elite artística - isto é, o mundo de Tennessee Williams, de Tallulah Bankhead, de Marlon Brando - não se era julgado. Vi as coisas mais infames, ouvi as coisas mais infames, mas tudo isso se passava dentro de portas fechadas." Darwin Porter - "Brando Unzipped"sexta-feira, fevereiro 12, 2010
The One You Love
(...) I'm singing "Oh, Jerusalem oh, Jerusalem
See what he's picked up in the park"
Let's f**k this awful art party
Want you to make love to me and only to me in the dark
I'm only the one you love
Am I only the one you love? (...)
Eu adoro esta cantiga. Oiço-a em repeat na minha cabeça. Mas só às vezes, também não é assim aaaghhh a canção da minha vida nem nada, mas o Rufus escreve belas canções. Eu gosto do Rufus. Oh, Jerusalem!
quinta-feira, fevereiro 11, 2010
Coachella 2010
Deve ser bom ser rico. Ter muito dinheiro mesmo, tipo ah estou tão entediada, não se passa nada cá em Lisboa, vou até Coachella curtir o festival, espairecer um bocadinho. Ir uns dias antes, com tempo, para dar umas voltinhas ali pelo deserto da Califórnia, ver as vistas, tirar uns retratos como qualquer turista que se preze, comprar uns souvenirs e instalar-me o melhor possível a absorver estes magníficos três dias de música da melhor qualidade. É claro que os amiguinhos teriam que ir também senão depois não tínhamos assunto de conversa. Provavelmente no final, retirarmo-nos-íamos para um Spa durante... hum... mais uma semanita ou assim, para descansar e desintoxicar. Sem pressas, sem horas, take your time. Uma chatice, portanto. Para já, contento-me com um bilhetinho para os Grizzly Bear (já cá canta) e antes disso temos os Sonic Youth. Ah, pois. De cada vez que olho para este cartaz só me apetece é chorar. Olhem bem para este alinhamento. Estão lá todos, ai que dor d'alma! Mas se tudo correr como o previsto lá para Junho temos o festival Sonar na Corunha. Sempre é um bocadinho mais perto e mais acessível. Os amigos galegos já estão à espera. E eu prometi-lhes que lhes fazia um jantar tipicamente português desde as entradas à sobremesa. Agora tenho mesmo que ir, senão podem ficar chateados e eu não quero cá nada disso. Há vidas mais baratas, pois há. Mas não prestam. sexta-feira, fevereiro 05, 2010
Sopa dos Pobres
quinta-feira, fevereiro 04, 2010
terça-feira, fevereiro 02, 2010
segunda-feira, fevereiro 01, 2010
domingo, janeiro 31, 2010
OK Computer
E então a coisa passou-se do seguinte modo: parece que o meu velho PC, que tem apenas cinco anos, não passa disso mesmo: um velho PC. Inacreditável como estes gadgets e appliances e quejandos ficam obsoletos num tão curto espaço de tempo. Mas enfim, a máquina lá ia andando, com alguns ataques virulentos pelo meio. Até que começou a dar problemas, daqueles para os quais já não há paciência, muito menos tempo, desde demorar 35 minutos a abrir, mais 10 minutos para entrar no mail, bloquear constantemente por tudo e por nada e não conseguir fazer posts porque lhe dava um fanico sem mais nem menos a meio do processo, eu tinha uma fúria, dava-lhe uns pontapés, acabava por desligá-lo à má fila e perdia tudo o que tinha estado a fazer até então. Tudo isto aliado à minha falta de tempo e ao “drama da folha em branco” para fazer posts… e depois lá dentro no escritório está frio e estou toda torta na cadeira, já basta estar assim o dia todo lá no trabalho, que chatice. E a minha filha também se tinha mudado para lá com o seu portátil e aquele coisa de estarmos ali as duas sentadas à secretária ao lado uma da outra, ela nos seus programas sociais com os amigos e a rir-se muito e eu a tentar blogar qualquer coisa, ah poupem-me!Tive que chamar um amigo cá a casa para resolver o assunto. Não só livrou o meu velhinho PC de tudo o que era vírus, como fez lá mais umas limpezas que eu nem percebi muito bem o que foi. Ele perguntava: posso fazer isto e mais aquilo? Sei lá, isso é bom? É pois, ficas com a máquina muito mais operacional. Então faz, o profissional és tu, tanto se me dá. E mais: pegou no meu portátil (sim, também tenho um e estava abandonado), instalou-lhe um anti-vírus, configurou a rede wireless (sim, estava ali um router abandonado também) e fez mais umas pequenas hum… manigâncias pronto, acerca das quais não posso falar porque não percebo nada do assunto.
O que eu sei é que agora tenho net pela casa toda, estou aqui sentada no conforto do meu querido sofá toda contentinha com o portátil no colo, a miúda está no quarto dela feliz da vida a “conversar” com os amigos e o meu velhinho PC que se aguente mais uns tempos porque ainda pode vir a fazer falta se este tiver algum ataque de qualquer coisa. A minha filha acabou de entrar aqui na sala e disse: ai mãe, tão bom ter net no meu quarto... Pois. Ah, a dependência que estas modernices nos causam…
terça-feira, dezembro 29, 2009
Smoke On The Water
On the Lake Geneva shoreline
To make records with a mobile
We didn't have much time
Frank Zappa and the Mothers
Were at the best place around
But some stupid with a flare gun
Burned the place to the ground
Smoke on the water, a fire in the sky, smoke on the water (...)
(...) We ended up at the Grand Hotel
It was empty cold and bare
But with the Rolling truck Stones thing just outside
Making our music there
With a few red lights and a few old beds
We make a place to sweat
No matter what we get out of this
I know, I know we'll never forget
Smoke on the water, a fire in the sky, smoke on the water
(Deep Purple - Smoke On The Water)
segunda-feira, dezembro 28, 2009
quinta-feira, dezembro 24, 2009
segunda-feira, dezembro 21, 2009
Um Natal Por Dia
terça-feira, dezembro 15, 2009
domingo, dezembro 13, 2009
sábado, dezembro 12, 2009
The Queen
Depois do evento ontem à noite - lançamento do livro "Roberto Barbosa - Um Olhar de Fogo" - às 18h30, no IADE, Palácio Pombal, na Rua do Alecrim, 70, em Lisboa - Fotografias de Roberto Barbosa, seleccionadas por Carlos Costa e texto de Jorge Pinheiro (Expresso da Linha) depois do evento, ia eu dizendo, os suspeitos do costume foram comer e beber (que maçada) para o restaurante duns amigos em comum ali para o Bairro Alto. A casa era toda nossa, até porque o local não é muito grande e ocupamos todos muito espaço e ainda por cima somos barulhentos, falamos muito alto e rimos muito (outra chatice). Eis senão quando, entra por ali adentro um das já emblemáticas figuras da noite de Lisboa: o Quéfrô. Para quem não sabe, o "Quéfrô" foi o nome que por cá demos a pessoas de origem indiana ou paquistanesa que andam a vender flores pela cidade, ou melhor, onde as pessoas geralmente se divertem. Como têm dificuldade com a língua portuguesa, em vez de dizerem "Quer Flor?" vai mesmo de "quéfrô?" que a gente percebe. Para além das rosinhas que não cheiram a nada e murcham logo passadas umas horas, agora têm também uns artefactos brilhantes com umas luzinhas de várias cores: anéis, tiaras, chocalhos, óculos, qualquer coisa que nos deixe cegos se nos pusermos a olhar muito fixamente para aquilo durante algum tempo. Estavamos já no cafézinho, dizia eu, quando entra um QuéFrô carregado de quinquilharia. Por qualquer razão misteriosa fui eleita Rainha da Noite (nem sei porquê, eu que nunca saio de casa, que nunca vou a lado nenhum...) Enfim, depois de regatear o preço, como uma boa portuguesa, a minha amiga Paula resolveu presentar-me com uma tiara de plástico e um anel de silicone cheio de coisas brilhantes lá dentro. Vais ter que usar isso o resto da noite, ai de ti que tires isso da cabeça, disse ela. Sendo assim... fui obrigada a tirar retratos naquela figura e andar com aquilo na cabeça o resto do tempo. Juro que é verdade. Perguntem ao Jorge Pinheiro. É claro que as outras invejosas também quiseram comprar anéis e tiaras e seguiu-se mais uma sessão fotográfica com o mulherio todo resplandecente. Lindas, todas elas. Plenas, absolutas e resolvidas. Tive muita sorte em ter-me cruzado com estas pessoas ao longo da vida. E como diz o Calvin (Calvin & Hobbes) "a felicidade não existe. O que existe são momentos felizes". terça-feira, novembro 17, 2009
Retrato do Artista Enquanto Jovem - 140ª parte
Arranja um tipo que te ache linda em vez de boazona, que te procure novamente quando te zangas com ele e amuas, que se deite contigo sob as estrelas e oiça o bater do teu coração ou que fique a observar-te enquanto dormes; espera pelo tipo que te beije na testa, que não se importe que te vejam mesmo que estejas de pijama, que te dê a mão em frente aos seus amigos, que te ache bonita de qualquer maneira, mesmo sem maquilhagem. Alguém que te lembre constantemente o quanto és importante para ele e na sorte que ele tem em ter-te encontrado. Alguém que admita perante o mundo inteiro "esta é a mulher que eu amo". (Quem disse isto não foi o James Dean nem a Natalie Wood, mas sim o outro rapaz do retrato). Quem é, quem é? segunda-feira, novembro 16, 2009
Nasdarovia Tovarich!!!
Na próxima vez que forem a Nova York, já sabem. Nada como um jantarinho no Nello's. O tipo deve ser português e o nome deve ser abreviatura de "manel" ou coisa assim. Aonde vamos jantar hoje? Ao Nello, pois claro. Pagas tu ou pagas tu? Pagas tu, então... e ainda mais uma gorjeta de 5,000 dólares. Importa-se de repetir? Pois. Ou seja, um total de 52,000 dólares para um almoço para 10 pessoas num restaurante todo janota lá na grande maçã, foi quanto Roman Abramovich pagou. Sem pestanejar, imagino. Da, da. A Oeste nada de novo e a Leste tudo de novo? Niet, esprasiva...segunda-feira, novembro 09, 2009
Dó Ré Mi
Na Suécia....Construída nas escadas do metro em Estocolmo, a escada que toca música à medida que alguém sobe um degrau virou sensação não só entre os suecos, mas na web em diversos países. Com o intuito de promover o exercício físico, a Volkswagen transformou as escadas de um metro em Estocolmo, na Suécia, num piano gigante. À medida que os pés pisam o degrau, ele toca uma nota diferente. A empresa de automóveis afirmou ao jornal britânico Daily Mail que, após a invenção, 66% a mais de pessoas optaram pela escada musical e chamam a novidade de teoria da diversão. Imaginem se a moda pega...



































